segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Pasta al Nero di Seppia

Pasta al Nero di Seppia 

By Fabio Vieira



Rendimento: 2 pessoas

Tempo de preparo: aproximadamente 60 minutos

Ingredientes

Massa:
- 200 g de spaghetti, linguine ou tagliolini al nero di seppia (tinta de lula)
- 2 litros de água
- 20 g de sal para a água
- 200 g de camarões médios ou grandes, limpos e descascados
- 80 ml de vinho branco seco
- 1 colher de sopa de azeite extra virgem
- 1 dente de alho, finamente fatiado
- Sal a gosto
- Pimenta-do-reino moída na hora

Molho de tomate: 

- 200 g de tomates pelados ou uma Latinha.
- 1 colher de sopa de azeite extra virgem
- 1 dente de alho picado ou fatiado
- 1/2 colher de chá de açúcar — somente se os tomates estiverem muito ácidos
- Sal a gosto
- 1 colher de sopa de manteiga sem sal
- 80–120 ml da água do cozimento da massa


Finalização:
- 1 colher de sopa de salsinha fresca picada
- Raspas de 1/2 limão-siciliano
- 1 colher de chá de suco de limão-siciliano
- Um fio de azeite extra virgem


Modo de preparo


- Prepare os camarões

- Seque muito bem os camarões com papel-toalha. Tempere apenas com sal e pimenta-do-reino.

- Aqueça uma frigideira grande em fogo alto e adicione 1 colher de sopa de azeite.

- Coloque os camarões sem sobrepor e sele por aproximadamente 60 segundos de cada lado. 

- Eles devem ganhar cor por fora, mas ainda não precisam estar completamente cozidos pois vão finalizar durante o preparo.

- Retire os camarões e reserve.

- Deglaceie com vinho branco, reduza para fogo médio. (não se preocupe é só um nome bonito para impressionar a turma: trata-se de jogar o vinho para aproveitar os sabores que estão na panela)

- Adicione o alho e refogue por aproximadamente 20–30 segundos.

- Acrescente os 80 ml de vinho branco e raspe o fundo da frigideira com uma colher de madeira ou espátula, incorporando todos os resíduos caramelizados dos camarões.

Deixe o vinho reduzir por aproximadamente 2–3 minutos, até perder boa parte do álcool e concentrar o sabor.

Junte os tomates pelados, esmagando-os diretamente na frigideira.

Adicione a pimenta-do-reino moida e uma pequena pitada de sal.

Cozinhe em fogo médio por 8–10 minutos, até o tomate reduzir e formar um molho relativamente espesso.

Prove. Se estiver muito ácido, acrescente apenas 1/2 colher de chá de açúcar.

- Cozinhe a pasta al nero di seppia

Enquanto o molho cozinha, coloque a água para ferver e salgue.

Cozinhe os 200 g de massa de acordo com a embalagem, retirando-a 1 minuto antes de atingir o ponto al dente.

Antes de escorrer, reserve pelo menos 120 ml da água do cozimento.

Emulsione a massa

Transfira a massa diretamente para a frigideira com o molho.

Adicione inicialmente cerca de 80 ml da água do cozimento e a manteiga.

Misture vigorosamente por 1–2 minutos, fazendo a massa absorver o molho. Se necessário, acrescente mais água do cozimento aos poucos.

O objetivo é obter um molho brilhante, sedoso e suficientemente fluido para envolver cada fio da massa.

Volte com os camarões. Acrescente os camarões à frigideira e misture por aproximadamente 30–60 segundos, apenas para terminar o cozimento.

Desligue o fogo.

Adicione as raspas de limão, o suco de limão e a salsinha.

Finalize com um fio de azeite extra virgem.


Montagem

Divida a massa entre dois pratos fundos, distribuindo os camarões por cima.

Finalize com algumas raspas adicionais de limão-siciliano, salsinha e um pequeno fio de azeite.

Não recomendo parmesão, pecorino ou qualquer outro queijo nesta receita. O sabor intenso da tinta de lula, o camarão, o vinho branco e o tomate já formam um conjunto bastante complexo; o queijo tenderia a esconder o caráter marinho do prato.


GAROTAS, exposição de Dora Pellegrino e Tuca Sodré

 


Será inaugurada na quinta-feira, dia 13, às 18h, na Galeria Mercedes Viegas, a exposição  "GAROTAS", de Dora Pellegrino e Tuca Sodré.

GAROTAS reúne cerca de quarenta trabalhos, entre pinturas e desenhos, produzidos nos últimos anos por Dora Pellegrino e Tuca Sodré. A curadoria é de Paulo Venancio Filho, que também assina o texto crítico da mostra. 

A exposição fica em cartaz até 9 de setembro de 2026, com visitação de terça a sexta, das 12h às 19h. E, aos sábados, entre 15h30 e 19h30.

 
Elas não são garotas. Nem pretendem se fazer de garotas. Não querem se parecer com garotas. Tão pouco buscam a nostalgia de terem sido garotas.  O que reconheço aí, nessas duas pintoras tardias, é a reivindicação de um atrevimento; por que não pintar? Por que não colocar na tela, no desenho, inquietações, memórias, dores, prazeres, passados e atuais, enfim, tudo que fez, faz, fará (?) parte da vida. E isso não é o exercício de exorcismo catártico que poderia ser. São explosões ou implosões vivenciais que o gesto de pintar realiza sem qualquer outra pretensão do que manifestar um ato de satisfação; posso pintar, seja o que for, posso pintar; não me censuro, não estabeleço um programa; pinto o que quero pintar. Isso pode parecer ingenuidade, voluntarismo; que seja; mas é uma atitude de valor, despudorada, que rompe, até sem querer, com certo ambiente programado da arte e da pintura atuais. Sem serem revoltadas, não obedecem a ninguém. Ser garota é um momento de emancipação feminina que, creio eu, se repete aqui na maturidade – é o que vejo nessas telas. De fato são elas que estão ali. Sinceridade pode parecer e é muitas vezes uma palavra piegas, aqui não. É como elas encaram a pintura, sem medo, mas também com todas as incertezas de que poderiam estar fazendo confortavelmente outra coisa e não estão. Garotas são inconformadas.  Aqui elas revivem um impulso que, há muito, poderia estar ou ter sido proibido, negado, obliterado, suprimido. Garotas é um despertar.


Período: quinta-feira, 13 de agosto até 9 de setembro de 2026
Local: Rua Abreu Fialho 5s (sobrado), Horto - Rio de Janeiro












segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Pastelzinho de Belém

Pastelzinho de Belém


Ingredientes

- 250 g de farinha de trigo

- um copo d´água

- uma pitada de sal

- 150 g de manteiga

- 13 gemas de ovo

- 80g amido de milho

- 300 g de açúcar

- 1 litro de creme de leite

- gotas de Baunilha 

- raspas de limão


Modo de Fazer

- Coloque a farinha sobre a bancada, e faça um buraco no meio

- coloque uma gema e água e pitada de sal, até para obter uma massa maleável.

- abra a massa e cubra com com 50 g de manteiga 

- dividir a massa em três camadas de massa 

- Repita essa operação duas vezes, sempre dobrando a massa ao meio e espalhando manteiga.

- abra novamente, espalhe a manteiga e enrole como se fosse um rocambole

- corte em fatias de 2 dedos de espessura

- estenda cada rodela no fundo de uma forminha pequena, forrando também as laterais.


Recheio:

- numa panela junte o amido de milho, o creme de leite, as gemas e metade do açúcar

- leve ao fogo até ferver

- coloque o resto do açúcar, gotas de baunilha e as raspas de limão

-  mexa bem e deixe ferver

- desligue e coloque sobre as rodelas de massa.

- leve as forminhas ao forno médio preaquecido até que estejam bem sequinhas



“Impossível: a história de amor de Maria Martins e Marcel Duchamp”

 




A Pinakotheke Editora lança “Impossível: a história de amor de Maria Martins e Marcel Duchamp”, do historiador de arte americano Francis M. Naumann. O lançamento será no dia 11 de agosto de 2026, às 19h, na Pinakotheke São Paulo, em Higienópolis, com uma conversa aberta entre o autor e o público, seguida de sessão de autógrafos e visita à exposição “Surrealismos: arte para além da razão”, na Pinakotheke São Paulo, em cartaz até 15 de agosto, onde há uma sala especial dedicada a Maria Martins, com uma coleção de esculturas e gravuras produzidas pela artista entre os anos 1940 e 1950.

 

Publicado nos EUA em abril de 2026 pela Abbeville Press, o livro ganha edição em português, com 192 páginas, ilustrado, e tradução de Richard Sanches. Com base em documentos e correspondências inéditas, Francis M. Naumann (1948), pesquisador e curador especializado em Dadaísmo e Surrealismo, conta, em um texto cativante, um dos episódios mais bem guardados da história da arte moderna: o caso amoroso entre o francês Marcel Duchamp (1887-1968) e a escultora brasileira Maria Martins (1894-1973), vivido em segredo na Nova York dos anos 1940. O amor secreto gerou obras-primas dos dois artistas, e o livro faz uma reparação histórica a Maria Martins, uma das escultoras surrealistas mais importantes e reconhecidas de sua geração.














segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Receita de bolo mesclado

Receita de bolo mesclado 

By Suely 
Ingredientes 




- Três ovos 
- uma xícara e meia de açúcar 
- 4 colheres de sopa de manteiga 
- uma colher de sopa de essência de baunilha 
- uma xícara de leite 
- duas xícaras e meia de farinha de trigo
- uma colher de sopa de fermento em pó 
- meia xícara de chocolate em pó

Modo de fazer 
- em uma vasilha coloque os ovos e bata 
- acrescente o açúcar e misture novamente 
- coloque a manteiga essência de baunilha e misture muito bem 
- coloque o leite farinha de trigo peneirada e misture até a massa ficar homogênea 
- coloque o fermento e misture bem
Transfira 2/3 da massa para a forma untada e enfarinhada. No 1/3 restante, junte a  meia xícara de chocolate em pó; se a massa pesar, adicione 1 colher de sopa de leite para igualar a consistência. Misture bem.
Despeje a massa de chocolate sobre a massa clara em movimentos irregulares. Com um palito ou garfo, faça curvas suaves para criar o efeito marmorizado (sem misturar demais).
- depois de estar homogênea despejar numa forma e levar ao forno pré-aquecido por meia hora 40 minutos

Exposição "Gente di qui/Gente daqui"



“Gente di qui/Gente daqui”

Criador do evento “Paraty em Foco”, Giancarlo Mecarelli transforma área externa do Polo ItaliaNoRio em galeria com exposição de retratos fotográficos

 

Quem passar pelo corredor externo bem em frente ao Polo Cultural ItaliaNoRio, no prédio do Consulado Italiano, ficará surpreso ao se deparar com retratos - ou melhor, “ritrattos” -, emoldurados como se tivessem saído de algum álbum de família. Todos foram realizados por Giancarlo Mecarelli, responsável pela concepção e curadoria da exposição “Gente di qui/Gente daqui”, que fica em cartaz até o final de setembro.

A seleção foi feita a partir de registros dos vencedores do Prêmio ItaliaNoRio 2026, que contemplou projetos, empresas e empreendedores com atuação relevante no intercâmbio entre Itália e Brasil em oito categorias. Entre eles, estão o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, a diretora e educadora da Casa Jovem, projeto da ONG Il Sorriso dei miei Bambini da Rocinha, Renata Freitas, Silvio Podda, chef e proprietário do restaurante Casa do Sardo, Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil, Pietrangelo Leta, presidente do conselho do supermercado Zona Sul e a engenheira química Pamela Reis, da Ternium, premiada na categoria Sustentabilidade e Inovação Industrial.

 

Ideia surgiu de uma revisita à obra-prima renascentista Mona Lisa

“E se a Mona Lisa não fosse pintada, mas fotografada?”, perguntou-se Giancarlo. E assim o fez, fotografando sua Mona Melissa, personagem que foi retratada com outras figuras notáveis, expostas em praça pública na cidade de Paraty, onde mora há mais de 20 anos (ele é natural de Trevi, província de Perugia).

Fotógrafo e diretor de arte no campo da publicidade, criou, em 2005, a Galeria Zoom e o Paraty em Foco - Festival Internacional de Fotografia, que na sua 22ª edição, segue contribuindo para o intercâmbio internacional e para a consolidação da fotografia no Brasil.

 

 

Um pouco sobre Giancarlo Mecarelli

Giancarlo Mecarelli iniciou como ilustrador publicitário e assistente na direção de arte em São Paulo em 1964. Como diretor de arte, trabalhou em importantes agências de publicidade de São Paulo e Rio de Janeiro tais como: Norton Propaganda, Standard Propaganda, Alcântara Machado, D.P.Z., McCann Erickson e Denison. Na Europa, sempre como diretor de arte trabalhou em Barcelona, Madri e Milão para a Youg & Rubican, J.W.Tompson, McCann Erickson e CBC.

Decidiu ser fotógrafo e diretor de arte freelancer em Milão em 1987 e como tal, assinou várias campanhas publicitárias, além de capas e editoriais para revistas de moda e de opinião, italianas e estrangeiras. Realizou exposições em Milão e em outras cidades italianas. Em 1996, foi convidado a expor seu trabalho “Donne per Forza” na Escola Panamericana de Artes de São Paulo, mostra que rendeu noticias nos pricipais cotidianos, capa com matéria de várias páginas na estinta revista ÍRIS e, matérias televisivas, entre elas uma entrevista no programa Onze e Meia do Jô Soares. 

Em 2004, lançou em Milão o livro de retratos com personalidades da mídia, "City Angels", No mesmo ano, uma viagem a trabalho ao Brasil o levou a visitar Paraty por dois dias. Um encontro não programado que provocou em poucos meses, uma mudança radical na sua vida, a de deixar a Itália onde vivia desde 1984, para vir morar em 2005 bem no Centro Histórico, onde abriu a Galeria Zoom de Fotografia de Paraty e criou o Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia.

 

Exposição

“Gente di qui/Gente daqui”

Fotografias de Giancarlo Mecarelli

Data: até 26 de setembro de 2026

Local: parte externa do Polo Cultural ItaliaNoRio - Casa d’Italia

Endereço: Av. Pres. Antônio Carlos, 40 (térreo) – Centro - Rio de Janeiro

Produção e coordenação: Artepadilla





Marcco Lucchesi



Silvio Podda





segunda-feira, 27 de julho de 2026

Bolo de laranja

Bolo de laranja 

By Suely 



Ingredientes 
- três ovos 
- duas laranjas sem casca 
- uma xícara e meia de açúcar 
- uma xícara de óleo 
- duas xícaras de farinha de trigo
- uma colher de sopa de fermento 
- uma xícara de suco de laranja 
- meia xícara de açúcar 

Modo de fazer 
- num liquidificador, coloque as laranjas, os ovos, o óleo, o açúcar e bata bem por 3 minutos 
- numa vasilha, coloque a mistura do liquidificador
- adicione farinha de trigo peneirada e misture tudo 
- coloque o fermento e misture
- numa forma untada com manteiga ou margarina, e farinha de trigo, coloque a massa 
- leve ao forno pré-aquecido por mais ou menos 180 graus, por 40 minutos

Para fazer a calda: 
- coloque uma panela em fogo médio 
- coloque o suco de laranja e açúcar, na panela, e deixe ferver por 5 minutos sem mexer 
- fure o bolo com um garfo e jogue toda a calda sobre o bolo